Crítica / Dumbo

Um dos clássicos da animação ganha uma vida nova, em live action, depois do grande sucesso na década de 40. Totalmente renovado, Dumbo apresenta uma nova história, com diferenças em relação ao filme original. 

Nessa versão, Holt Farrierum adestrador de cavalos que foi convocado para a guerra, retorna para o circo e para seus filhos que nesse período de tempo, ficaram órfãos da mãe.  

Holt que antes da guerra estava acostumado a cavalgar, agora tem que criar seus shows, só que com elefantes, já que o dono do circo vendeu os cavalos e comprou uma atração nova. A fêmea comprada está grávida, e então nasce Dumbo, com as orelhas maiores do que o previsto, trazendo um desafio. 

Os filhos do artista, Milly e Joe, são o alvo principal pra que Dumbo se arrisque e descubra o elefante diferente que é.  

A diferença de Dumbo nesse filme, se inicia a partir da mudança de cenários: ter que lidar com a crueldade dos seres humanos, diferente da primeira versão, onde tinha que lidar com os próprios animais. As cenas de tristeza são tão evidentes no seu olhar, que não tem como não sentir e se emocionar. 

Em uma vida de separações, desde o começo do filme, com as crianças tendo que viver com a perda da mãe e também ausência do pai, a situação se desenvolve igualmente para Dumbo, que é separado de sua mãe. Cria-se um laço, uma semelhança entre o animal e os seres humanos, de maneira interessante e inteligente. Ao mesmo tempo torcemos e não vemos a hora de ter uma solução para o problema do elefantinho. 

Tim Burton traz para dentro do filme mais realidade e reflexão, tratando de temas como os maus tratos aos animais, bullying e valores familiares. Dumbo nos traz carisma e proximidade, tanto pra quem está assistindo, tanto no modo que interage com os personagens. 

O filme estará em cartaz, dia 27 de março de 2019.

 

 

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