Crítica: O Grito

“O que fazemos quando estamos com medo? Fechamos os olhos e contamos até cinco”

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Se você foi da época das locadoras e é chegado em filmes de terror, com certeza já alugou O Grito para assistir no aconchego do seu sofá. Então, se prepare para um choque de realidade: a quinze anos atrás o filme estava estreando nos cinemas. E surfando nessa onda de reboots, vemos novamente a história de Ju-on nos cinemas. 

 

Pode até parecer um Dejà-vu, mas não se engane, mesmo com Sam Raimi tomando a frente na produção desse novo filme, assim como fez nos anteriores, a nova versão não se parece em nada com a primeira estreia americana de 2005. (Que vamos combinar, já não é a melhor de todas!).

 

Nessa nova história, que passa em paralelo com a que foi contada em 2005, vemos a maldição da casa de Tóquio seguir a cuidadora americana até seu lar nos Estados Unidos, após ela perceber que algo ruim habita naquele lugar e resolve voltar para sua família. Porém, assim como a premissa do filme já diz: “quando alguém morre por motivos violentos, uma maldição fatal começa, e não pretende deixar ninguém se safar.” Logo, a residência da família vira uma nova morada para o espírito vingativo. E como um bom filme de terror, vemos toda a investigação do caso no decorrer do filme, e cabe a detetive Muldoon (Andrea Riseborough) desvendar todo esse mistério que afetou não só uma família, mas sim, quatro. 

(Imagem: divulgação)

Num geral, o filme prende pois você quer saber o desfecho que cada família tem na história, mas não é possível criar apego por qualquer personagem e os finais são tão previsíveis que chega um momento em que o tédio bate, já que você já sabe como a história vai acabar. Sem contar os furos de roteiros que não fazem nenhum sentido, em situações incabíveis que jamais aconteceriam na vida real. 

 

O que salva, é a fotografia bonita do filme, mesmo assim a ambientação não é muito boa, já que o filme se passa em 3 anos distintos (2004 a 2006) e a cenografia, como carros móveis e etc não fazem jus à época. 

 

Se você gosta de filmes de terror, vale assistir, já que O Grito apela pra vários clichês do tipo, e nem sempre um clichê é algo necessariamente ruim, mas vá ciente que o filme não tem nada de novo a apresentar, até os jumpscares são previsíveis.

 

O filme já está disponível nos cinemas.

 

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