Crítica / O MENINO QUE QUERIA SER REI – UMA SURPRESA CHEIA DE REFERÊNCIAS

Quando vi os trailers do filme e percebi que seria mais uma adaptação da famosa lenda do Rei Arthur, já me veio à cabeça as outras milhares de tentativas dos cinemas em tentar reproduzir está mesma história, mas que, no fim, apenas conseguiram tirar dinheiro de fãs com seus trailers mais bem feitos que os próprios filmes (opa, falei mesmo). Apesar dos traumas do passado, exorcizei meus demônios e fui acompanhar  O Menino Que Queria Ser Rei e pasmem: o filme que será lançado dia 31 de Janeiro é bom e vou te explicar o porquê, confira:

Já no início do filme somos apresentados aos nossos protagonistas Alex (Lois Ashbourne Serkis) e Bedders (Dean Chaumoo), dois melhores amigos que diariamente lutam contras as forças do mal (os valentões e as aulas de Química, melhor dizendo). Mas, eles não saberiam que suas vidas estariam prestes a mudar ao encontrar uma espada, auto-intitulada como Excallibur,  em uma construção, mais especificamente infincada em uma pedra. Agora, Alex e Bedders tem problemas maiores do que a tabela periódica e alguns garotos encrenqueiros, por isso, entra em cena Merlin  (Patrick Stewart e Angus Imrie na versão adolescente), um mago muito habilidoso que irá ser uma espécie de tutor e irá auxiliá-los durante a jornada, alertando os garotos sobre a vilã Morgana (Rebecca Ferguson), que deseja o poder da espada e matar qualquer um que estiver em seu caminho.

Primeiramente, devemos destacar a forma inusitada de contar uma história já conhecida, utilizando crianças como protagonistas, tornando bem distinto entra as outras inúmeras verões. O filme também utiliza a tecnologia atual, com carros e celulares mesclados com alguns objetos medievais, como espadas e armaduras (o que seria um grande pesadelo para os pais hoje em dia com seus filhos mexendo na internet sem supervisão e ao mesmo tempo, brincando com espadas medievais).

Existem também diversas referências muito bem sacadas e já bem conhecidos pelo público em geral, como: Harry Potter, Star Wars e até mesmo Shrek (sim, isso mesmo, você não leu errado) que ajudaram no tom humorístico do filme. A linguagem adotada por Joe Cornish no roteiro agrada todas as faixa-etárias, deixando o filme bem leve de ser assistido.

Mas, como nem tudo são rosas, o filme exagera um pouco nas lições de moral de amizade, companheirismo e nunca desistir dos seus objetivos, deixando a mensagem bastante cansativa (na terceira vez que se escuta a mesma coisa, não é bem o sentimento de amor e companheirismo que se provoca). Na parte final do filme, é inegável que há algumas cenas sem coerência (como crianças que nunca antes foram treinadas a segurar uma espada, conseguirem lutar e vencer cavaleiros demoníacos)  fazem com que fique difícil de “engolir” e aceitar que aquilo realmente está acontecendo (Talvez a única resposta para essas crianças conseguirem lutar e vencer estas criaturas, seria o que os conservadores vem alertando a anos: É tudo culpa dos vídeo-games, que deixas elas mais violentas e as ensinam a matar e ter táticas de combate mais aperfeiçoadas). E por fim, Merlin é o clássico “Mestre dos Magos”, dá algumas dicas no início, diz que é todo poderoso mas quando a ação começa, ele some, deixando as crianças sozinhas diversas vezes e por conta própria.

O Menino Que Queria Ser Rei é uma ótima pedida pra você que busca um filme leve, pra crianças e adultos se divertirem, mas sem muito compromisso com a lógica em alguma cenas, o que é perdoável quando se trata de um filme com público alvo infantil. Por tanto o filme VALE O INGRESSO e, com toda a certeza, o filme consegue ser a melhor adaptação da Fábula do Rei Arthur.

 

 

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